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sábado, 31 de janeiro de 2026
Cardeal Barreto da Ceama: seguir em frente com o apoio do Papa Leão XIV
O presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, cardeal Pedro Barreto, recebido nos últimos dias em audiência por Leão XIV, compartilha os progressos e as dificuldades do organismo eclesial que, cinco anos após a sua criação, caminha para a institucionalização com o incentivo do Papa e em continuidade com o “sonho” de Francisco.
Patricia Ynestroza - Vatican News
Progressos, desafios, esperanças, auspícios. O cardeal Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo, compartilha os projetos futuros da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), a assembleia permanente dos membros da Igreja Católica da região pan-amazônica da qual é presidente. O organismo foi criado há 5 anos por vontade do Papa Francisco e agora está iniciando um processo de institucionalização com o apoio de Leão XIV. Foi precisamente o Papa Leão que recebeu Barreto no último sábado, 24 de janeiro, que posteriormente se reuniu também com representantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Os resultados concretos
Para Barreto, este momento marca uma etapa de maturidade no caminho da Ceama. Um caminho que nasceu do “sonho” de uma Igreja cada vez mais enraizada no território amazônico e comprometida com seu povo. A Conferência Eclesial, como mencionado, nasceu em 2020 sob o impulso do Papa Francisco e com o apoio do falecido cardeal brasileiro, dom Claudio Hummes, que desde o início enfatizou a centralidade dos pobres e marginalizados. Hoje, esse processo está dando frutos concretos, afirma o cardeal Barreto: “estamos vendo como esse sonho está se transformando em realidade”, diz ele, reiterando a alegria e o entusiasmo com que o organismo encara esses passos adiante.
Dois Papas, um sonho
O Papa Leão XIV conhece profundamente a realidade amazônica e o processo da Ceama, explica ainda o cardeal. Antes da sua eleição como Pontífice, Robert Francis Prevost ocupou o cargo de delegado do Papa Francisco para auxiliar a presidência da Conferência, garantindo uma continuidade natural ao caminho já iniciado. Segundo Barreto, o atual Papa não só apoia o projeto, mas também manifestou um interesse particular em fortalecê-lo institucionalmente, garantindo sua sustentabilidade e viabilidade a longo prazo.
Rumo à sua institucionalização
Nesse contexto, destaca ainda o cardeal, Leão XIV confiou ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral a supervisão do processo de institucionalização, que inclui a criação de um fundo de dotação para garantir a estabilidade financeira da Ceama. Uma decisão que visa consolidar uma estrutura que, sem perder sua identidade e autonomia sinodal, possa assim responder de forma permanente aos desafios pastorais, sociais e ambientais da Região Amazônica.
Tempo de graça
Este é, portanto, um tempo “vivenciado como uma verdadeira experiência de graça”, em que a continuidade se expressa através da novidade, assegura ainda o cardeal Barreto, ressaltando que a fidelidade do Papa Leão XIV ao Concílio Vaticano II, sua afinidade com a visão do Papa Francisco e seu conhecimento direto do território amazônico, em particular do Peru, reforçam a confiança no caminho empreendido.
O futuro da Ceama
Olhando finalmente para o futuro, o presidente explica que a Conferência Eclesial se prepara para um momento crucial: em março será realizada em Bogotá uma assembleia eleitoral para renovar a presidência, em conformidade com os estatutos aprovados pela Santa Sé. Mesmo com uma mudança na liderança, “o processo continuará com a mesma orientação e o mesmo espírito”, assegura Barreto.
Um sinal claro da consolidação da Ceama foi a Assembleia dos Bispos Amazônicos realizada em agosto em Bogotá, na Colômbia, que reuniu 95 dos mais de 115 bispos da região. Essa ampla participação confirmou, nas palavras do cardeal, que a Conferência Eclesial da Amazônia ocupa não apenas um lugar central na vida da Igreja, mas também no coração de seus pastores. O caminho está, portanto, traçado, mas ainda há muito a fazer, comenta o cardeal: “com o apoio de dois Papas e o empenho dos bispos amazônicos, a Ceama está se fortalecendo como expressão viva da sinodalidade e do compromisso da Igreja com a Amazônia e seus povos”.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Papa visitará paróquias da diocese de Roma a partir de fevereiro
Por ocasião da Quaresma, comunidades paroquiais romanas receberão o Pontífice aos domingos até a Páscoa; Leão XIV também se encontrará com o clero
Da Redação, com Vatican News

Foto: ZUMA Press Wire via Reuters
Seguindo tradição, o Papa Leão XIV se encontrará com o clero da diocese de Roma na quinta-feira seguinte à Quarta-Feira de Cinzas, 19 de fevereiro. O encontro será na Sala Paulo VI, às 10h no horário italiano, 6h no Horário de Brasília. Ainda por ocasião da Quaresma, o Pontífice visitará várias comunidades paroquiais da diocese de Roma, uma para cada um dos setores pastorais em que está dividida.
As paróquias são: Santa Maria Regina Pacis em Ostia Lido (Sul), em 15 de fevereiro; Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio (Centro), em 22 de fevereiro; Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Leste), em 1º de março; Santa Maria da Apresentação (Oeste), em 8 de março; e Sagrado Coração de Jesus em Ponte Mammolo (Norte), em 15 de março.
“Verdadeiras visitas pastorais”
“Serão verdadeiras visitas pastorais”, explica o cardeal vigário Baldo Reina. “Portanto, o Papa Leão XIV se reunirá com os organismos de participação, os animadores pastorais e algumas realidades juvenis. O ponto alto da visita será a celebração eucarística com toda a comunidade paroquial. O Santo Padre inicia as visitas às paróquias da sua diocese, seguindo os passos de seus predecessores, e isso é motivo de grande alegria para todos nós, além de nos permitir aprofundar com nosso bispo os temas do plano pastoral”.
Dom Márcio Negreiros é nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de SP
Bispo agostiniano é bem recebido pela arquidiocese e seus paroquianos
A Diocese de Bragança Paulista celebrou, neste fim de semana, a ordenação episcopal de frei Márcio Antônio Vidal de Negreiros. O novo pastor foi nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de São Paulo pelo Papa Leão XIV em novembro do ano passado.
Reportagem de Malu Sousa e Vailton Justino
Frei Márcio tem 58 anos e entrou para a ordem de Santo Agostinho em 1990. Desde então se aprofundou nos estudos sobre juventude, animação vocacional e espiritualidade agostiniana. “Para nós, tanto para mim como toda a família, principalmente pelos meus pais que são vivos, o Adolf e a Antônia, foi um motivo de grande orgulho para nós como para a nossa cidade”, expressou a irmã, Márcia Vidal de Negreiros Ferros.
A celebração no ginásio esportivo do colégio sagrado coração em Bragança Paulista atraiu fiéis, religiosos e o clero. A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, com auxílio dos bispos Sérgio Colombo, de Bragança Paulista, e José Domingo Ulloa Mendieta, arcebispo do Panamá. Dom Sérgio agradeceu ao novo bispo por sua atuação na diocese. “Os agostinianos tem colégio, tem paróquia, tem obras sociais aqui, tem muita ligação, muita comunhão comigo, com a nossa igreja diocesana. Então, a nossa alegria é grande, os nossos sentimentos são de gratidão e desejamos que ele realmente faça um grande ministério”, afirmou o bispo de Bragança Paulista(SP), Dom Sérgio Aparecido Colombo.
Sob lema “revestido de sua misericórdia, bondade e humildade”, o Frei Agostiniano recebeu a ordem do episcopado diante de uma multidão de fiéis que veio celebrar sua ordenação e enviá-lo para sua nova missão na Arquidiocese de São Paulo.
“Então, a expectativa de me sentir bem acolhido, mas também poder dar o melhor, para esta igreja que agora vai me receber, para este povo fiel e somar, trabalhar juntos”, contou o recém-ordenado bispo auxiliar de São Paulo.
“Nós somos hoje aqui testemunhas deste ato. A igreja renasce, a igreja se configura sempre de novo na ordenação de novo bispo. E a igreja assim recebe você, caríssimo frei Márcio, como um dom”, lembrou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer.
Dom Márcio de Negreiros tomará posse na Arquidiocese de São Paulo no dia 15 de fevereiro, onde atuará como auxiliar na região episcopal Santana. Ao final da celebração, o novo bispo abençoou os presentes.
Tempo Comum busca acender a esperança nos fiéis, diz padre
Assessor na Diocese de São José dos Campos (SP), padre Gustavo Munhoz, reflete sobre o significado litúrgico do período vivido nestes dias pela Igreja
Gabriel Fontana
Da Redação

Foto: Lennon Caranzo via Unsplash
Depois de um final de ano intenso, cheio de eventos e festividades, a vida parece desacelerar um pouco. Tudo fica um tanto comum, às vezes um pouco arrastado, e a rotina parece adiar a decisão de retornar de vez ou aguardar até o Carnaval, quando dizem de fato começar o ano no Brasil. No âmbito eclesial, passado o tempo do Natal e até chegar a Quaresma, a Igreja vive o Tempo Comum, dias ordinários, mas que também carregam seu significado.
Desde a Festa do Batismo do Senhor, no dia 11 de janeiro, a Igreja se encontra nas primeiras semanas deste que é o maior tempo litúrgico. Tanto que é dividido em duas partes: uma anterior à Quaresma e outra após o Tempo Pascal. Trata-se de um período em que os fiéis são convidados a destinar maior atenção aos gestos e ensinamentos de Jesus em sua vida cotidiana.
Assessor para a Pastoral Litúrgica, Cantores e Músicos e MECs da Diocese de São José dos Campos (SP), padre Gustavo Munhoz frisa que este não é um tempo sem sentido. “Jesus é o sentido desse tempo onde nos percebemos como seus discípulos de uma maneira mais íntima e atenta, caminhando com ele, escutando-o”, expressa.
Caminho rumo à verdade plena

Padre Gustavo Munhoz / Foto: Arquivo pessoal
Segundo o sacerdote, o objetivo da Igreja, ao celebrar o Tempo Comum, é o anúncio do Evangelho, levando os fiéis para a verdade plena. Não há um “tema” específico para cada domingo do ano: o sacerdote ou o diácono que profere a homilia tem liberdade para expor o Mistério de Cristo sobre vários aspectos, desde o início da vida pública de Jesus, seus eventos e ensinamentos, até o anúncio escatológico da vinda do Reino de Deus.
A cor verde que toma conta do altar durante este período, associada à esperança, reflete a proposta deste tempo: “acender sempre esta luz da esperança através do encontro pessoal com Cristo, Mestre e Senhor da vida, através da transmissão de sua Palavra e dos sacramentos, a fim de que transbordemos de sua graça e apliquemos o que aprendemos dele nos gestos concretos fora do ambiente litúrgico, onde se dá o culto existencial”, define o assessor.
Após algumas semanas, o Tempo Comum é “interrompido” e dá-se início à Quaresma. “Gosto de entender este acontecimento como uma espécie de ‘transfiguração’”, expressa padre Gustavo. “O Senhor interrompe o nosso cotidiano e nos chama para ir com ele para o deserto, para o monte, para a realidade das pessoas, para Jerusalém, para o calvário e, finalmente, para Ele mesmo, na sua ressurreição”, complementa.
Na visão do sacerdote, observado o momento em que isso acontece dentro do Ano Litúrgico, percebe-se que o Tempo Pascal fundamenta, dá sentido e impulsiona a vivência do restante do Tempo Comum. “Quando retomamos o tempo comum, temos mais condições de compreender os eventos e ensinamentos da vida de Cristo à luz do Mistério Pascal a ponto de confessar com toda a Igreja, no último Domingo do Tempo Comum, que Ele é Rei e Senhor do Universo”, sinaliza.
A santidade no ordinário da vida
Na caminhada da Igreja rumo à pátria celeste, padre Gustavo recorda que a santidade é algo que acontece no ordinário. Como exemplo, cita São Carlo Acutis, testemunho de alegria no relacionamento com Deus, alicerçado nos sacramentos, e Santa Teresinha do Menino Jesus, que descobriu que o fato de ser uma flor no jardim de Deus não era motivo de rebaixamento, mas oportunidade de encontro com o Senhor e com os irmãos.
“Deus é constante e sempre presente. Os santos percebem tudo isso e reagem. Não são indiferentes, embora tivessem de lutar muito para não perder de vista tamanho tesouro. Todos eles viveram esse encontro com o mistério no ordinário de suas vidas”, destaca padre Gustavo.
Ele cita ainda o exemplo do Venerável Franz de Castro, cujo processo de beatificação segue em aberto. Fiel leigo e advogado que faleceu em 1981, viveu com este brilho no coração. “Seus escritos revelavam a profundidade do seu desejo de estar com Deus e com os irmãos, até os menos queridos. Um exemplo próximo de nós que nos inspira e ensina que viver com Deus aqui não é perda de tempo, mas um verdadeiro investimento na eternidade”, conclui.
“Deus me espera não fora da rotina, mas dentro dela”
Outro santo associado à vida ordinária é São Josemaria Escrivá, sacerdote espanhol que fundou o Opus Dei. Supernumerária desde 2024, Mariane Azevedo partilha que o ensinamento do “santo do cotidiano” de que o dia a dia pode ser caminho de santidade foi o que mais a marcou.
“Não é preciso fazer coisas extraordinárias, mas viver com amor e retidão aquilo que Deus me confiou todos os dias”, afirma Mariane. Ela recorda que São Josemaria Escrivá dizia: a vocação do leigo consiste em três coisas – santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros com o trabalho.
“Hoje, entendo que cada tarefa, por mais simples que pareça, pode ser oferecida a Deus e se tornar oração. É assim que busco viver a santidade no ordinário, com alegria e fidelidade”, expressa a supernumerária. “São Josemaria entendeu que o encontro com Deus acontece no dia a dia, no trabalho, nos deslocamentos, nas pequenas tarefas, na paciência que a gente precisa exercitar, no esforço de fazer o bem mesmo quando ninguém vê”, complementa.
Tudo isso Mariane busca por em prática, dia após dia, em sua vida: durante o deslocamento ao trabalho, faz suas orações e leituras espirituais; em seu emprego, procura viver tudo em espírito de serviço; na hora do almoço, sempre que pode participa da Missa. “Ali também Deus me espera. Não fora da rotina, mas dentro dela”, finaliza.
Líderes da Igreja de todo Brasil se reúnem no 35º Curso para Bispos
Em um cenário de profundas transformações sociais e tecnológicas, a Arquidiocese do Rio de Janeiro realiza o Curso para Bispos, reunindo líderes da Igreja de todo o Brasil para refletir sobre a transmissão da fé no mundo atual.
Reportagem de Vinicius Cruz e Jairo Rec
Oração e estudo ajudam candidato a alcançar bom desempenho no Enem
Mais de cinco milhões de candidatos participaram da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio. Em Brasília, um jovem que concluiu o ensino médio compartilha a rotina de estudos que conciliou disciplina e uma busca por equilíbrio e espiritualidade — escolhas que fizeram diferença no desempenho e no resultado alcançado no ENEM.
Reportagem de Aline Campelo e Ersomar Ribeiro
Mineira fundadora do Carmelo da Sagrada Família é declarada venerável
O Papa Leão XIV reconheceu como ‘venerável’ a Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade. A religiosa é conhecida como ‘Mãezinha’ pelos seus atos de fé, esperança e caridade vividos de forma heroica.
Reportagem de Vanessa Anicio e Vitor Ferreira
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Igreja celebra hoje são Tito e são Timóteo, discípulos de são Paulo apóstolo
São Tito e são Timóteo foram discípulos de são Paulo, presidiram as comunidades cristãs da ilha de Éfeso e de Creta, respectivamente. Do mesmo modo, a eles foram dirigidas três cartas atribuídas a são Paulo. A festa de ambos é celebrada hoje (26), dia seguinte à festa da conversão do apóstolo dos gentios.
São Tito aparece nas cartas de são Paulo, a quem acompanhou ao Concílio de Jerusalém. Depois de pregar em várias cidades, são Paulo o consagrou bispo da ilha de Creta.
“Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens”, recomendou são Paulo a Tito (Tt 3,8).
sábado, 24 de janeiro de 2026
Santuário Dom Bosco em Brasília recebe relíquia de São Carlo Acutis
O Santuário Dom Bosco, em Brasília, recebe, pela primeira vez, a relíquia de São Carlo Acutis. O encontro reuniu fiéis de todas as idades em um momento de renovação da fé, inspirado pelo testemunho de santidade do jovem italiano.
Reportagem de Júlia Rezende e Alberes Cruz
Em Curitiba, fiéis põem cartaz pedindo que ladrões deixem de roubar capela furtada mais de 13 vezes
Senhores ladrões, por favor, não roubem mais a Igreja. O pouco que temos já foi difícil para conseguir. Deus os abençoe e tenha misericórdia de vocês. Amém”, diz um cartaz colocado na entrada da capela Senhor Bom Jesus e São Braz, no bairro Cachoeira em Curitiba, que já foi roubada cinco vezes esse ano e oito em 2025.
O caso mais recente aconteceu na madrugada de segunda-feira (19). “Os assaltos vêm acontecendo há mais de um ano”, disse o coordenador da capela, Jeverson Alves, à ACI Digital. “Tudo começou com furtos em duas peças nos fundos, onde guardamos os materiais do nosso bazar”.
Segundo o coordenador, os criminosos levaram utensílios do bazar, fios, lâmpadas, torneiras dos banheiros, utensílios de cozinha e outros objetos usados nas atividades da comunidade. “Já roubaram até pertences das idosas que utilizam o salão durante a semana”, relatou.
Mesmo depois de registrar boletins de ocorrência e investir em alarmes, câmeras e monitoramento, as invasões continuam. Uma das câmeras já foi roubada. Os ladrões também tentaram arrombar a porta principal e a lateral, mas foram impedidos pelo alarme.
O maior receio da comunidade “são os nossos utensílios sagrados que ficam dentro da capela”, disse.
A faixa colocada na entrada da capela, segundo o coordenador, é um pedido de socorro. “Queremos chamar a atenção das autoridades. Em breve voltaremos com a catequese das crianças, e a maioria das nossas catequistas são mulheres. Temos medo de que algo mais grave aconteça”, disse.
Hoje é celebrado são Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e comunicadores
“O amor é a perfeição do espírito e a caridade é a perfeição do amor”, dizia são Francisco de Sales. Conhecido como o santo da amabilidade, lutou vários anos de sua vida para dominar sua ira e obteve a conversão de muitos. A festa deste Doutor da Igreja e padroeiro dos jornalistas e comunicadores é celebrada hoje (24).
São Francisco de Sales nasceu no castelo de Sales, na Saboya, em 1567. Desde menino era muito inquieto e brincalhão, tanto que sua mãe e sua ama tinham que estar constantemente vendo o que estava fazendo.
Sua luta contra a ira foi constante. Certo dia, um calvinista visitou o castelo, o pequeno Francisco se inteirou, tomou um pau e foi brincar de correr atrás das galinhas gritando: “Fora os hereges, não queremos hereges”.
Teve como mestre o padre Deage, sacerdote muito perfeccionista em suas exigências. Este preceptor lhe faria passar momentos amargos, mas lhe ajudaria muito em sua formação.
Aos 10 anos, recebeu a primeira comunhão e confirmação e, desde esse dia, comprometeu-se a visitar frequentemente o Santíssimo. Mais adiante, conseguiu que seu pai o enviasse ao Colégio do Clermont, dirigido pelos jesuítas e conhecido pela piedade e o amor à ciência.
Acompanhado pelo padre Deage, Francisco se confessava e comungava a cada semana, era dedicado aos estudos e reservava um par de horas diárias aos exercícios de equitação, esgrima e dança.
Muitas vezes o sangue lhe subia à cabeça pelas brincadeiras e humilhações. Mas, conseguia se conter de tal maneira que muitos nem imaginavam o seu mau gênio. Entretanto, o inimigo lhe fez sentir que seria condenado ao inferno para sempre. Este pensamento o atormentava até o ponto que perdeu o apetite e já não dormia.
Então, disse a Deus: “Não me interessa que me mande todos os suplícios que queira, desde que me permita seguir te amando sempre”. Logo, na Igreja de Santo Estêvão, em Paris, ajoelhado diante da imagem da Virgem, pronunciou a famosa oração de São Bernardo: “Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria…”. Assim, recuperou a paz.
Coordenação da Terra Santa: a catástrofe humanitária em Gaza
Concluiu-se a peregrinação anual à Terra Santa dos bispos europeus e norte-americanos para expressar proximidade, solidariedade e apoio espiritual e pastoral às comunidades cristãs que vivem nos lugares santos. “Que os esforços pela paz prevaleçam sobre a violência e cessem os atos de terrorismo e de guerra.”
“Foi uma peregrinação em uma terra onde as populações sofrem traumas enormes”: é com essa amarga constatação que começa o comunicado final redigido pelos bispos europeus e norte-americanos que fazem parte da Coordenação da Terra Santa (Holy Land Coordination - HLC), ao término de sua peregrinação anual de solidariedade, que os levou, entre outros compromissos, também aos beduínos Mihtawish, que vivem em Khan al-Ahmar (a leste de Jerusalém), e ao vilarejo cristão de Taybeh, na Cisjordânia, sob ataque de colonos israelenses.
Entre violências e intimidações
Os bispos ouviram relatos, testemunhos e experiências de vida daqueles que são obrigados a viver à margem, com a liberdade de movimento fortemente limitada. “Ouvimos — prossegue o comunicado — histórias de ataques por parte de colonos israelenses e de suas contínuas violências e intimidações, furtos de gado e demolições de propriedades, que obrigam muitos a não conseguirem dormir à noite por medo de novas agressões. Quando lhes perguntamos quem vê a sua luta e o seu clamor por viver em paz com os vizinhos, responderam: ‘ninguém nos vê’.” A mesma situação se verifica também na comunidade cristã da Palestina, que “relatou sofrimentos: ataques incessantes de colonos extremistas, arrancada de oliveiras, confisco de terras e atos de intimidação que tornam a vida insuportável, levando muitos à emigração em massa”. “Nos doze meses transcorridos desde a nossa última visita — sublinham os prelados — a Terra Prometida foi reduzida e colocada em xeque. Gaza permanece uma crise humanitária catastrófica. A população da Cisjordânia que encontramos está desmoralizada e amedrontada. As corajosas vozes israelenses que se erguem em favor dos direitos humanos e civis estão cada vez mais ameaçadas; apoiar vozes marginalizadas é uma solidariedade custosa. Tememos que, em breve, também elas sejam silenciadas.”
Garantir os direitos de todos
Ao reafirmar “o direito de Israel de existir e o direito dos israelenses de viver em paz e segurança”, os bispos da HLC pedem “do mesmo modo que esses mesmos direitos sejam garantidos a todos aqueles que estão enraizados nesta terra”. Daí o desejo de que “os esforços pela paz prevaleçam sobre a violência e cessem os atos de terrorismo e de guerra”. Os prelados exortam ainda os governos de seus países “a exercer pressão sobre Israel para que respeite a ordem internacional baseada em regras e retome negociações significativas rumo a uma solução de dois Estados, para o benefício e a segurança de todos”. A peregrinação foi também ocasião para encontrar “a coragem de vozes judaicas e palestinas que, apesar de imensas dificuldades e traumas pessoais, continuam a promover a justiça, o diálogo e a reconciliação”.
Dar voz a quem não tem voz
“Como cristãos, é nossa vocação e dever dar voz a quem não tem voz e testemunhar sua dignidade, para que o mundo possa conhecer o seu sofrimento e sentir-se impelido a promover justiça e compaixão.” Além disso, os prelados dizem-se profundamente comovidos “pela fé e pela firmeza dos cristãos locais e também de pessoas de outras fés que se empenham em sustentar a esperança de suas comunidades. Quando uma mãe ou um pai pedem o fim da violência, o mundo deve ouvir e agir”. Por fim, a Coordenação da Terra Santa pede à comunidade internacional e a todos os homens e mulheres de boa vontade que “estejam ao lado dos povos da Terra Santa. Reconheçam o seu pedido de dignidade. Ajudem a promover um diálogo autêntico entre as comunidades. Acolham o convite do cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, para vir em peregrinação como sinal do nosso amor, apoio e solidariedade”.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Papa pede comunicação que desarme o ódio e promova a reconciliação
Em mensagem ao Encontro São Francisco de Sales, em Lourdes, Leão XIV exorta jornalistas católicos a colocar a verdade e o diálogo no centro da comunicação
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV /Foto: VATICAN MEDIAIPA/Sipa USA via Reuters
“Como profissionais da comunicação social de inspiração católica, encorajo-os a serem semeadores de boas palavras, amplificadores das vozes que corajosamente buscam a reconciliação, desarmando os corações do ódio e do fanatismo”. Foi o que escreveu o Papa numa mensagem assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Paroli, à Federação dos Meios de Comunicação Católicos da França por ocasião do Encontro São Francisco de Sales, em Lourdes, que teve início nesta quarta-feira, 21.
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Para enfrentar esta época marcada — inclusive no campo da comunicação —, pela irrupção da inteligência artificial, escreveu o Papa, é urgente voltar às razões do coração, à centralidade das boas relações e à capacidade de se aproximar dos outros, sem excluir ninguém. E essa urgência encontra resposta no serviço da verdade que os meios de comunicação católicos podem oferecer a todos, mesmo àqueles que não acreditam.
Padre Jacques Hamel: testemunha de fé
Leão XIV pediu aos comunicadores que sejam as antenas que captam e retransmitem o que vivem as pessoas fracas, marginalizadas, solitárias e que precisam conhecer a alegria de se sentirem amadas. Nesse compromisso, afirmou que os jornalistas têm uma fonte de inspiração na pessoa do padre Jacques Hamel, a quem dedicaram um prêmio destinado a profissionais que se comprometem a promover a paz e o diálogo inter-religioso.
O Santo Padre salientou que o padre Hamel foi uma testemunha de fé até à entrega da sua própria vida. O sacerdote sempre acreditou no valor do diálogo e da escuta recíproca e paciente. Padre Hamel, continuou, estava convencido de que é urgente saber mostrar-se próximo dos outros, sem exceção.
Para que as pessoas possam se conhecer verdadeiramente, destacou o Papa, é necessário que se encontrem sem se deixar intimidar pelas diferenças, dispostas a lutar pelo que são e pelo que acreditam. Ao recordar o exemplo do padre Hamel, o Pontífice exortou para que esse testemunho encoraje os comunicadores a serem buscadores da verdade no amor que tudo explica, artesãos de uma palavra que acolhe, de uma comunicação capaz de reunir o que está fragmentado e de um bálsamo para as feridas da humanidade.
Invocando sobre cada um a proteção de São Francisco de Sales e a intercessão da Virgem Maria, o Papa Leão XIV concedeu-lhes a Bênção Apostólica.
Papa Leão XIV reconhece virtudes heroicas de religiosa mineira
Maria Giselda Villela, conhecida como “Mãezinha”, tem trajetória marcada pela oração, escuta e fortaleza espiritual
Da Redação, com informações de Boletim da Santa Sé e Carmelo da Sagrada Família

Montagem de fotos com a Serva de Deus Maria Giselda Villela e, ao fundo, o Carmelo da Sagra Família de Pouso Alegre (MG) /Fotos: Divulgação Vatican News e Carmelo da Sagrada Família
A fundadora do Carmelo da Sagrada Família de Pouso Alegre (MG), Maria Giselda Villela, teve suas virtudes heroicas reconhecidas pelo Papa Leão XIV nesta quinta-feira, 22. Com a promulgação do decreto, a religiosa passa a ser oficialmente reconhecida pela Igreja como Serva de Deus, etapa decisiva no processo de canonização. Sua vida foi marcada pela oração, pelo silêncio, pelo recolhimento e pela escuta atenta dos fiéis que a procuravam.
Nascida em 8 de julho de 1909, em Maria da Fé (MG), Maria Giselda conviveu desde a infância com sérias limitações de saúde, especialmente um câncer na perna diagnosticado aos quatro anos. Apesar disso, movida por um profundo fascínio por Cristo, renunciou aos projetos pessoais e ingressou no Carmelo de Campinas (SP), em 1929, onde recebeu o nome religioso de Maria Imaculada da Santíssima Trindade.
Mesmo sendo a mais jovem do grupo fundacional e enfrentando fragilidade física permanente, foi nomeada priora do Carmelo da Sagrada Família de Pouso Alegre, do qual foi fundadora. Conhecida pelo povo e pelas irmãs como “Mãezinha”, destacou-se pela fortaleza espiritual com que conduziu a comunidade, dedicando-se à formação das religiosas, à administração da casa e ao acolhimento de pessoas de diferentes origens que buscavam seus conselhos e orações. Nos últimos anos de vida, promoveu e acompanhou de perto a fundação do Carmelo de Campos, sem ter sido sua fundadora direta. Faleceu em 1988, deixando fama de santidade.
O título de Serva de Deus marca o início oficial do processo canônico rumo à canonização, mas não significa ainda culto público ou reconhecimento nos altares. Após essa fase, a causa pode avançar para a declaração de Venerável; depois para a beatificação, mediante a comprovação de um milagre por sua intercessão; e, por fim, para a canonização, com a confirmação de um segundo milagre.
Outros decretos promulgados
No mesmo decreto, o Papa Leão XIV autorizou ainda a promulgação de outros reconhecimentos: o milagre atribuído à intercessão da venerável Maria Ignazia Isacchi, fundadora das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus de Asola; o martírio do sacerdote franciscano Augusto Raffaele Ramírez Monasterio, morto por ódio à fé na Guatemala; e o reconhecimento das virtudes heroicas de Maria Tecla Antonia Relucenti, Crocifissa Militerni e do leigo italiano Nerino Cobianchi.
Canção Nova celebra 17 anos junto à Família Salesiana
Um legado de fé, que ultrapassa fronteiras e se perpetua entre gerações. A missão de Dom Bosco permanece viva no trabalho de evangelização realizado pela Comunidade Canção Nova, que hoje celebra 17 anos de pertença à Família Salesiana.
Reportagem de Laura Lo Monaco e Ederaldo Paulini
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Calendário Diocesano 2026
O Calendário Diocesano 2026, instrumento que orienta e organiza a vida pastoral ao longo do próximo ano. O calendário reúne datas, celebrações, encontros e atividades que fazem parte da programação diocesana.
O material está disponível para consulta diretamente nesta página, facilitando o acesso às informações por parte de padres, diáconos, religiosos, seminaristas, coordenações pastorais e fiéis em geral.
Para realizar o download do calendário, basta clicar no link indicado abaixo.
O Calendário Diocesano 2026 está sujeito a alterações, conforme necessidades pastorais ou orientações futuras da Diocese. Para realizar o download, clique aqui.
Diocese de Parnaíba inicia Semana de Estudos Catequéticos da Escola de Discípulos Missionários
Teve início nesta terça-feira, 20 de janeiro, na Diocese de Parnaíba, a Semana de Estudos Catequéticos, uma iniciativa da Comissão Diocesana para a Animação Bíblico-Catequética, em comunhão com a Escola de Formação de Discípulos Missionários. A programação segue até o dia 24 de janeiro, sendo realizada nos diferentes zonais da Diocese.

O encontro é um tempo privilegiado de formação, aprofundamento e partilha, destinado aos catequistas que atuam nas paróquias e áreas pastorais. A proposta busca favorecer o crescimento humano, espiritual e pastoral, fortalecendo aqueles que se dedicam com generosidade ao anúncio do Evangelho e à iniciação à vida cristã nas comunidades.




Inspirada pelo caminho da sinodalidade e pelo chamado da Igreja a formar discípulos missionários, a iniciativa deseja fortalecer o ardor missionário, a comunhão e a corresponsabilidade na missão catequética, contribuindo para um serviço cada vez mais zeloso e comprometido com o Reino de Deus.
Postagem em destaque
Missa das Crianças Todos os domingos somos convidados para participar da Missa das Crianças na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus-PHB. Nos...