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sábado, 31 de janeiro de 2026

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Hoje é celebrado são João Bosco, fundador dos salesianos

 

“Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte são João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada hoje (31). O fundador da Congregação Salesiana (os salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.

João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.

Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”.

Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.

Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu são José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.

Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.

São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a são Francisco de Sales.

Em 1859, fundou os salesianos, tomando como modelo são Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as filhas de Maria Auxiliadora e os cooperadores salesianos. Além disso, construiu a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.

A história de um milagre pouco conhecido de dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora

 



A presença de são João Bosco na cidade italiana de Gênova está ligada a muitas histórias e também alguns milagres, como por exemplo, o que foi relatado pelo sacerdote salesiano padre Mauricio Verlezza.

Padre Verlezza, responsável pela Obra de Dom Bosco em Sampierdarena (Gênova), de onde saíram as primeiras expedições missionárias para a Argentina, contou ao Grupo ACI que o santo sacerdote celebrou uma Missa em 1872, na qual estiveram presentes muitos benfeitores.

No final da celebração e logo depois de escutar a sua catequese, todos passaram pela sacristia da catedral de ‘San Siro’ para receber a bênção do fundador dos salesianos. Ele costumava entregar a cada pessoa uma medalhinha de Nossa Senhora Auxiliadora.

“As medalhinhas que estavam em uma pequena bolsa eram muito poucas e o milagre foi que todos puderam recebê-la, apesar de que realmente houvesse pouquíssimas na bolsa que o secretário entregou a dom Bosco”.

Em seguida, contou o sacerdote, "são João Bosco olhava seus sonhos missionários em um mapa do mundo que estava no pequeno quarto onde descansava durante a sua permanência em Sampierdarena”.

“O meu único desejo é que sejam felizes no tempo e na eternidade”, deixou escrito aos seus jovens dom Bosco, declarado por são João Paulo II como “pai e mestre da juventude”.

São João Bosco morreu no dia 31 de janeiro de 1888, depois de ter vivido aquela frase que disse ao seu aluno são Domingos Sávio: “Nesta casa fazemos consistir a santidade em estar sempre muito alegres”.

Sete frases para ser feliz como são João Bosco

 


Diz-se que são João Bosco era um santo alegre e que, mesmo quando tinha muitos problemas, demonstrava ainda mais alegria. Tudo isso como resultado de sua plena confiança na Providência Divina e em Nossa Senhora Auxiliadora.

Do muito que dom Bosco disse e escreveu, apresentamos sete frases do santo que podem ajudar a alcançar a felicidade.

1. “Alegria, Estudo, Piedade. Este é o grande programa. Se o seguir, poderá viver feliz e fazer muito bem à sua alma”.

2. “Se querem que nossa vida seja sempre alegre e tranquila procurem viver sempre na graça”.

3. “Querem estar sempre satisfeitos e risonhos? É a obediência a que nos leva a essa alegria”.

4. “Com a comunhão frequente os tornareis muito queridos por Deus e pelos homens, e Maria Santíssima os concederá a graça de receber os Santos Sacramentos ao fim da vida”.

5. “Ser bom não consiste em não cometer falhas, mas na vontade de corrigir-se”.

6. “Para trabalhar com sucesso, tenha caridade no coração e paciência na execução”.

7. “Faça o que pode, Deus fará o que não podemos fazer. Confie sempre em Jesus Sacramentado e em Nossa Senhora Auxiliadora e verá o que são milagres”.

Por que os salesianos de Dom Bosco receberam esse nome?

 

Em 26 de janeiro de 1854, são João Bosco, com cerca de 39 anos, deu pela primeira vez o nome de "salesianos" a um pequeno grupo de jovens desejosos de seguir os seus passos.

“Na tarde de 26 de janeiro de 1854, começou ‘oficialmente’ a aventura carismática salesiana”, disse a Agenzia Info Salesiana (ANS), órgão de comunicação jornalística da Sociedade de Francisco de Sales.

“Naquela data, Dom Bosco deu pela primeira vez o nome de 'salesianos' a um pequeno grupo de jovens desejosos de seguir seus passos. O que aconteceu na noite de 26 de janeiro foi escrito por Miguel Rua, em um caderno que hoje se encontra no Museu Casa Dom Bosco”.

Padre Miguel Rua era amigo de Dom Bosco e se tornou reitor-mor da Congregação Salesiana entre 1888 e 1910, sendo o primeiro sucessor do fundador.

Padre Rua escreveu em um caderno: "Na tarde de 26 de janeiro de 1854, nos reunimos no escritório do Sr. Dom Bosco".

Naquele dia, Dom Bosco chamou seus colaboradores mais próximos ao segundo andar da casa, porque queria conversar com eles sobre algo. Esses quatro jovens eram: Miguel Rua, Juan Cagliero, Giuseppe Rocchietti e Giacomo Artiglia.

“Foi-nos proposto fazer com a ajuda do Senhor e de são Francisco de Sales uma prova de exercício prático da caridade para com o próximo, para depois fazer uma promessa e, depois, se possível e conveniente, fazer um voto ao Senhor", contou o padre Rua.

“Desde aquela noite, foi dado o nome de salesianos a quem se propôs e se proporá tal exercício”, disse.

Quando são João Bosco era diácono, 13 anos antes, já tinha escolhido são Francisco de Sales como modelo a seguir.

São Francisco de Sales, doutor da Igreja Universal, é conhecido como "o santo da amabilidade". Como bispo, defendeu a Igreja Católica com coragem e amabilidade em uma época difícil e violenta de reformas, como a de Calvino.

Ao longo do tempo, o santo inspirou muitas obras e comunidades, como a Pia Sociedade de São Francisco de Sales, fundada por Dom Bosco.


Alunos participam de missa em ação de graças a Dom Bosco

 O dia começou com fé e gratidão em Aracaju. Alunos da escola salesiana participaram de uma missa festiva em homenagem a Dom Bosco, o santo que dedicou a vida à educação e ao cuidado com a juventude.

Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales

Conheça histórias de devoção e curas atribuídas a São Miguel Arcanjo

 Durante os acampamentos na Canção Nova, muitas histórias de devoção e curas encontramos por aqui. No segundo dia do Encontro Nacional do Exercito de São Miguel nossa equipe conheceu algumas dessas histórias, e você acompanha na reportagem.

Reportagem de Carla Zanon e Messias Junqueira

Papa: que as Olimpíadas de Inverno suscitem fraternidade e paz

 Leão XIV enviou telegrama para a celebração de acolhida da Cruz Olímpica e Paralímpica realizada ontem em uma basílica de Milão, sede dos jogos

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV acena com a mão direita durante Catequese desta quarta-feira, 21, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Papa durante catequese no Vtaicano/ Foto: REUTERS/Remo Casilli

O Papa Leão XIV deseja que os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 ajudem a construir pontes entre culturas e povos, promovendo a paz. Este foi o teor de um telegrama que ele enviou para a celebração de acolhida da Cruz Olímpica e Paralímpica dos Atletas realizada nesta quinta-feira, 29, na Basílica de San Babila em Milão, cidade que, junto à comuna de Cortina, acolhe a próxima edição dos jogos.

A mensagem é assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, e foi enviada ao arcebispo de Milão, Dom Mario Delpini. Ele será o anfitrião de 3.500 atletas de 93 países, inclusive do Brasil, para os 17 dias de competições a partir de 6 de fevereiro.

O Pontífice dirigiu uma saudação especial aos participantes da missa durante a qual representantes da Athletica Vaticana – a associação poliesportiva oficial da Santa Sé – entregou a cruz dos atletas. Eles receberam o símbolo durante o Jubileu do Esporte em junho de 2025.

Leia também
.: Homilia do Papa Leão XIV na Missa pelo Jubileu do Esporte

“Que este importante evento suscite sentimentos de amizade e fraternidade, reforçando a consciência do valor do esporte a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana”, expressou o Papa. Ele assegurou suas orações para que “estes dias de saudável competição contribuam a construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”.

O acolhimento à Cruz Olímpica

Segundo comunicado da Arquidiocese de Milão, antes da celebração, a Cruz Olímpica foi levada ao altar da basílica após uma procissão que começou fora da igreja. Durante a missa, foi lida uma oração composta pelo arcebispo Delpini por ocasião dos Jogos Olímpicos.

A celebração, que contou com a presença do secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, Dom Paul Tighe, antecipou em um dia o início da trégua olímpica. De acordo com a resolução aprovada, com amplo consenso, pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de novembro, o período de trégua vai de uma semana antes do início das Olimpíadas (cuja abertura será em 6 de fevereiro) até uma semana após o encerramento das Paralimpíadas (com cerimônia final em 15 de março).

Desde as Olimpíadas de Londres de 2012, o símbolo é confiado à diocese-sede dos Jogos – tanto de inverno como de verão. E, durante todo o período de competição, o local também é designado a acolher as celebrações relacionadas ao evento. Entre as iniciativas previstas, as missas de domingo de 8 e 15 de fevereiro e de 15 de março em diferentes idiomas — inglês, francês, alemão e italiano — para permitir a participação tanto dos membros das delegações internacionais quanto dos turistas presentes em Milão por ocasião dos Jogos.

A peregrinação durante o Jubileu do Esporte

Em 14 de junho de 2025, durante o Jubileu do Mundo do Esporte, a Athletica Vaticana recebeu a Cruz Olímpica no início da peregrinação na Piazza Pia. Até a Basílica de São Pedro, o símbolo passou de mão em mão até chegar ao presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, na passagem da Porta Santa, acompanhado pelo Cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.

A Cruz foi criada pelo artista inglês Jon Cornwall especialmente para a edição dos Jogos de Londres em 2012. São 15 pedaços de madeiras diferentes (considerando também o pódio que a sustenta), cuidadosamente selecionados e provenientes de diferentes partes do mundo: do próprio Brasil e também da Terra Santa, mas inclusive da China, Rússia, África, Índia, Austrália, Argentina, Jamaica, América do Norte e, precisamente, de Londres.

A passagem da Cruz pelo Brasil

Após os Jogos de 2012, a Cruz dos Atletas acabou sendo confiada espontaneamente à Arquidiocese do Rio de Janeiro para as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. Foi justamente no Brasil, por ocasião da JMJ 2013, que o Papa Francisco abençoou a Cruz que, em 2014, esteve “presente” na Copa do Mundo de futebol, também no Rio de Janeiro.

Para os Jogos de Tóquio, em 2021, a pandemia impediu a organização das iniciativas. Assim, a Cruz — levada a Lisboa em 2023 para a JMJ — encontrou seu lugar em Paris, na “Capela dos Atletas”, montada na Igreja da Madalena.

Papa expressa gratidão pelos 800 anos da Catedral de Toledo

 

O Sucessor de Pedro enviou uma carta aos fiéis de Toledo, na qual destaca a riqueza espiritual, histórica e social da Catedral Primaz

Da redação, com Vatican News

Papa Leão XIV / Foto: Vatican Media

Papa Leão XIV enviou uma mensagem aos fiéis da Arquidiocese de Toledo por ocasião do evento inaugural que marca o 800º aniversário da construção da Catedral Primaz Gótica. Em sua carta, enviada no dia 29, o Pontífice expressou sua alegria pelas atividades planejadas para celebrar este oitavo centenário e manifestou a esperança de que 2026 seja um tempo de graça, perdão, misericórdia e gratidão pela rica história da Igreja de Toledo na Espanha, Europa e América Hispânica.

No texto, lido pelo Núncio Apostólico na Espanha, Dom Piero Pioppo, o Santo Padre recordou que, em 1226, Dom Rodrigo Jiménez de Rada e o Rei São Fernando III de Castela lançaram a pedra fundamental da atual Catedral Primaz no local da antiga Basílica Visigótica de Santa Maria. Ao longo de 800 anos, a Catedral de Toledo foi palco de eventos decisivos na história religiosa e cultural, que se refletem em sua arte e arquitetura.

Arte, fé e patrimônio no programa do centenário

O Oitavo Centenário da Catedral é concebido como uma celebração integral em que fé, arte, música e patrimônio se unem em diálogo para oferecer uma experiência única e compartilhada, aberta a toda a Igreja e ao mundo. O programa comemora a história viva da Catedral por meio de quatro temas principais: voz, memória, a estrutura de pedra e a vida espiritual do edifício e de sua comunidade.

Um dos eventos centrais é a grande exposição Primada, que será inaugurada em 25 de maio de 2026 e permanecerá aberta até 14 de outubro. Esta exposição cultural reunirá mais de 350 obras-primas — incluindo pinturas, esculturas, códices e tapeçarias — abrangendo oito séculos de arte, fé e patrimônio, com obras de artistas como El Greco, Velázquez, Zurbarán, Bellini e Luca Giordano.

Além da exposição, o programa cultural inclui iniciativas para a conservação e valorização da Catedral, bem como projetos de pesquisa, publicações e outras atividades destinadas a garantir a transmissão deste património excecional às gerações futuras.

Ao longo de 2026 e 2027, decorrerão diversos eventos para comemorar o oitavo centenário da Catedral de Toledo.

Liturgia, música e jubileu

Leão XIV sublinhou o valor da liturgia hispano-moçárabe, celebrada diariamente na Catedral de Toledo como testemunho vivo de fé e de comunhão com a Sé de Pedro. Esta tradição musical e espiritual integra o Programa Musical do Centenário, que procura recuperar e renovar a rica paisagem sonora da Catedral, recorrendo tanto aos seus arquivos históricos como a produções contemporâneas.

A mensagem do Papa também destacou o trabalho social e de caridade da Catedral, que responde às novas formas de pobreza presentes na sociedade atual. Citando sua Exortação Apostólica Dilexi te, Leão XIV encorajou a comunidade a não se esquecer dos pobres, como expressão concreta da fé e da missão pastoral da Catedral.

Ano Jubilar: um tempo de encontro e renovação

O Oitavo Centenário culminará na celebração de um Ano Jubilar, que terá início em 25 de outubro de 2026, festa da dedicação da Catedral Primaz, e se estenderá até 27 de outubro de 2027. Durante este período, fiéis e peregrinos de todo o mundo serão convidados a vivenciar um tempo de graça, encontro e renovação interior.

Leão XIV concluiu sua mensagem assegurando sua proximidade espiritual e oferecendo uma oração para que o Senhor e Nossa Senhora do Tabernáculo, padroeira da cidade e da Catedral, protejam sempre a comunidade de Toledo. Com afeto, concedeu sua bênção, encorajando a todos a viverem este aniversário como fonte de inspiração para o presente e o futuro da fé.

Documento sobre padre ‘assassinado pela horda marxista’ em 1936 é achado em garrafa

 

Garrafa com documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas” ??
Garrafa com documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas”. | Diocese de Alcalá de Henares.Trabalhos de restauração de um templo na diocese de Alcalá de Henares, Espanha, revelaram a existência de uma garrafa com um documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas”, segundo o texto. 

No ano passado, a igreja de Santa María del Castillo, em Campo Real, passou por um grande projeto de consolidação da fundação da torre paroquial, melhoria do telhado do templo e restauração do piso. 

Declarada monumento histórico-artístico em 1981, suas origens remontam a um antigo castelo medieval, cujas muralhas serviram de base para a nova igreja, consagrada em 1333, da qual só a sacristia permanece no edifício atual.

No decorrer desse trabalho, há quase um ano, foi descoberta a garrafa que continha um produto à base de cereais, leguminosas e mel chamado Ceregumil, criado em 1907 por um farmacêutico de Granada e que dá nome a uma empresa que ainda hoje fabrica suplementos alimentares. 

Um arqueólogo ficou encarregado de limpar e processar a garrafa para extrair o documento enrolado em seu interior. 

É um documento oficial, carimbado, datado de 1947, contendo o registro de exumação para a transferência dos restos mortais do padre assassinado para uma sepultura diferente dentro da mesma paróquia. 

O documento é assinado por vários membros do clero da região, e pelo juiz municipal, o secretário da câmara municipal, o farmacêutico e o coveiro, segundo a diocese de Alcalá de Henares. 

O texto diz que Valentín Rodríguez Cañas “foi assassinado pela horda marxista em 29 de julho de 1936”. 

O texto diz também que “depois da abertura da sepultura designada, que havia sido previamente perturbada por engano com o desaparecimento de alguns restos mortais, notáveis ​​restos da cabeça, costelas, membros, foram identificados e considerados pertencentes ao dito padre, dom Valentín Rodríguez Cañas, assim como restos das roupas que ele vestia, emprestadas pelo vizinho da vila, dom Pablo Rubio León, balas e projéteis das armas que causaram sua morte.


Papa incentiva ‘próxima geração de intercessores’ de rede de oração

 


O papa Leão XIV recebeu hoje (30) no Vaticano membros da Rede Mundial de Oração do Papa, obra pontifícia cuja missão é mobilizar os fiéis através da oração.

Em seu discurso, o papa disse que a cada mês são propostas intenções “que abordam os desafios que a humanidade enfrenta, assim como a vida e a missão da Igreja”.

Leão XIV agradeceu a eles por divulgarem essas intenções a dezenas de milhões de pessoas nessa rede global, "que todos os dias apresentam estas necessidades a Deus".

Para ele, “a oração não é estranha à obra evangelizadora do Corpo de Cristo, mas é parte integrante dela”.

“A espiritualidade do seu apostolado de oração”, disse o papa, “está arraigada no Coração de Jesus, o que lhes permite conhecer nosso Senhor mais intimamente e serem mais compassivos e empáticos ao oferecerem seu apoio em oração por aqueles que precisam”.Leão XIV disse querer que, por meio de seu apostolado, eles “continuem ajudando os batizados a compreenderem que são amigos e apóstolos de Cristo”.

“É especialmente importante convidar os jovens a participar para que possam formar a próxima geração de intercessores pelas necessidades do mundo inteiro”, disse ele.

Por fim, o papa disse que esse Movimento Eucarístico Juvenil “pode ser um caminho particularmente fecundo para ajudá-los a crescer numa intimidade mais profunda com nosso Senhor”.

“Queridos irmãos e irmãs, agradeço-vos sinceramente pelos vossos esforços para promover a oração em todo o mundo pelas intenções do papa, e encorajo-vos a continuar nesse caminho com um espírito alegre”, concluiu Leão XIV.


Cardeal Barreto da Ceama: seguir em frente com o apoio do Papa Leão XIV




O presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, cardeal Pedro Barreto, recebido nos últimos dias em audiência por Leão XIV, compartilha os progressos e as dificuldades do organismo eclesial que, cinco anos após a sua criação, caminha para a institucionalização com o incentivo do Papa e em continuidade com o “sonho” de Francisco.



Patricia Ynestroza - Vatican News

Progressos, desafios, esperanças, auspícios. O cardeal Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo, compartilha os projetos futuros da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), a assembleia permanente dos membros da Igreja Católica da região pan-amazônica da qual é presidente. O organismo foi criado há 5 anos por vontade do Papa Francisco e agora está iniciando um processo de institucionalização com o apoio de Leão XIV. Foi precisamente o Papa Leão que recebeu Barreto no último sábado, 24 de janeiro, que posteriormente se reuniu também com representantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Os resultados concretos

Para Barreto, este momento marca uma etapa de maturidade no caminho da Ceama. Um caminho que nasceu do “sonho” de uma Igreja cada vez mais enraizada no território amazônico e comprometida com seu povo. A Conferência Eclesial, como mencionado, nasceu em 2020 sob o impulso do Papa Francisco e com o apoio do falecido cardeal brasileiro, dom Claudio Hummes, que desde o início enfatizou a centralidade dos pobres e marginalizados. Hoje, esse processo está dando frutos concretos, afirma o cardeal Barreto: “estamos vendo como esse sonho está se transformando em realidade”, diz ele, reiterando a alegria e o entusiasmo com que o organismo encara esses passos adiante.
Dois Papas, um sonho

O Papa Leão XIV conhece profundamente a realidade amazônica e o processo da Ceama, explica ainda o cardeal. Antes da sua eleição como Pontífice, Robert Francis Prevost ocupou o cargo de delegado do Papa Francisco para auxiliar a presidência da Conferência, garantindo uma continuidade natural ao caminho já iniciado. Segundo Barreto, o atual Papa não só apoia o projeto, mas também manifestou um interesse particular em fortalecê-lo institucionalmente, garantindo sua sustentabilidade e viabilidade a longo prazo.
Rumo à sua institucionalização

Nesse contexto, destaca ainda o cardeal, Leão XIV confiou ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral a supervisão do processo de institucionalização, que inclui a criação de um fundo de dotação para garantir a estabilidade financeira da Ceama. Uma decisão que visa consolidar uma estrutura que, sem perder sua identidade e autonomia sinodal, possa assim responder de forma permanente aos desafios pastorais, sociais e ambientais da Região Amazônica.
Tempo de graça

Este é, portanto, um tempo “vivenciado como uma verdadeira experiência de graça”, em que a continuidade se expressa através da novidade, assegura ainda o cardeal Barreto, ressaltando que a fidelidade do Papa Leão XIV ao Concílio Vaticano II, sua afinidade com a visão do Papa Francisco e seu conhecimento direto do território amazônico, em particular do Peru, reforçam a confiança no caminho empreendido.
O futuro da Ceama

Olhando finalmente para o futuro, o presidente explica que a Conferência Eclesial se prepara para um momento crucial: em março será realizada em Bogotá uma assembleia eleitoral para renovar a presidência, em conformidade com os estatutos aprovados pela Santa Sé. Mesmo com uma mudança na liderança, “o processo continuará com a mesma orientação e o mesmo espírito”, assegura Barreto.

Um sinal claro da consolidação da Ceama foi a Assembleia dos Bispos Amazônicos realizada em agosto em Bogotá, na Colômbia, que reuniu 95 dos mais de 115 bispos da região. Essa ampla participação confirmou, nas palavras do cardeal, que a Conferência Eclesial da Amazônia ocupa não apenas um lugar central na vida da Igreja, mas também no coração de seus pastores. O caminho está, portanto, traçado, mas ainda há muito a fazer, comenta o cardeal: “com o apoio de dois Papas e o empenho dos bispos amazônicos, a Ceama está se fortalecendo como expressão viva da sinodalidade e do compromisso da Igreja com a Amazônia e seus povos”.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Papa visitará paróquias da diocese de Roma a partir de fevereiro

 Por ocasião da Quaresma, comunidades paroquiais romanas receberão o Pontífice aos domingos até a Páscoa; Leão XIV também se encontrará com o clero

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV com suas habituais vestes pontifícias, de costas e com a mão esquerda erguida em gesto de aceno.

Foto: ZUMA Press Wire via Reuters

Seguindo tradição, o Papa Leão XIV se encontrará com o clero da diocese de Roma na quinta-feira seguinte à Quarta-Feira de Cinzas, 19 de fevereiro. O encontro será na Sala Paulo VI, às 10h no horário italiano, 6h no Horário de Brasília. Ainda por ocasião da Quaresma, o Pontífice visitará várias comunidades paroquiais da diocese de Roma, uma para cada um dos setores pastorais em que está dividida.

As paróquias são: Santa Maria Regina Pacis em Ostia Lido (Sul), em 15 de fevereiro; Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio (Centro), em 22 de fevereiro; Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Leste), em 1º de março; Santa Maria da Apresentação (Oeste), em 8 de março; e Sagrado Coração de Jesus em Ponte Mammolo (Norte), em 15 de março.

“Verdadeiras visitas pastorais”

“Serão verdadeiras visitas pastorais”, explica o cardeal vigário Baldo Reina. “Portanto, o Papa Leão XIV se reunirá com os organismos de participação, os animadores pastorais e algumas realidades juvenis. O ponto alto da visita será a celebração eucarística com toda a comunidade paroquial. O Santo Padre inicia as visitas às paróquias da sua diocese, seguindo os passos de seus predecessores, e isso é motivo de grande alegria para todos nós, além de nos permitir aprofundar com nosso bispo os temas do plano pastoral”.

Dom Márcio Negreiros é nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de SP

Bispo agostiniano é bem recebido pela arquidiocese e seus paroquianos

A Diocese de Bragança Paulista celebrou, neste fim de semana, a ordenação episcopal de frei Márcio Antônio Vidal de Negreiros. O novo pastor foi nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de São Paulo pelo Papa Leão XIV em novembro do ano passado.

Reportagem de Malu Sousa e Vailton Justino

 

Frei Márcio tem 58 anos e entrou para a ordem de Santo Agostinho em 1990. Desde então se aprofundou nos estudos sobre juventude, animação vocacional e espiritualidade agostiniana. “Para nós, tanto para mim como toda a família, principalmente pelos meus pais que são vivos, o Adolf e a Antônia, foi um motivo de grande orgulho para nós como para a nossa cidade”, expressou a irmã, Márcia Vidal de Negreiros Ferros. 

A celebração no ginásio esportivo do colégio sagrado coração em Bragança Paulista atraiu fiéis, religiosos e o clero. A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, com auxílio dos bispos Sérgio Colombo, de Bragança Paulista, e José Domingo Ulloa Mendieta, arcebispo do Panamá. Dom Sérgio agradeceu ao novo bispo por sua atuação na diocese. “Os agostinianos tem colégio, tem paróquia, tem obras sociais aqui, tem muita ligação, muita comunhão comigo, com a nossa igreja diocesana. Então, a nossa alegria é grande, os nossos sentimentos são de gratidão e desejamos que ele realmente faça um grande ministério”, afirmou o bispo de Bragança Paulista(SP), Dom Sérgio Aparecido Colombo.

Sob lema “revestido de sua misericórdia, bondade e humildade”, o Frei Agostiniano recebeu a ordem do episcopado diante de uma multidão de fiéis que veio celebrar sua ordenação e enviá-lo para sua nova missão na Arquidiocese de São Paulo.

“Então, a expectativa de me sentir bem acolhido, mas também poder dar o melhor, para esta igreja que agora vai me receber, para este povo fiel e somar, trabalhar juntos”, contou o recém-ordenado bispo auxiliar de São Paulo. 

“Nós somos hoje aqui testemunhas deste ato. A igreja renasce, a igreja se configura sempre de novo na ordenação de novo bispo. E a igreja assim recebe você, caríssimo frei Márcio, como um dom”, lembrou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer. 

Dom Márcio de Negreiros tomará posse na Arquidiocese de São Paulo no dia 15 de fevereiro, onde atuará como auxiliar na região episcopal Santana. Ao final da celebração, o novo bispo abençoou os presentes.

Tempo Comum busca acender a esperança nos fiéis, diz padre

 Assessor na Diocese de São José dos Campos (SP), padre Gustavo Munhoz, reflete sobre o significado litúrgico do período vivido nestes dias pela Igreja

Gabriel Fontana
Da Redação

A imagem ilustra objetos litúrgicos (cálice, âmbula, Missal, entre outros) sobre um altar durante a celebração da Missa. Ao fundo, vê-se dois padres com vestes litúrgicas verdes.

Foto: Lennon Caranzo via Unsplash

Depois de um final de ano intenso, cheio de eventos e festividades, a vida parece desacelerar um pouco. Tudo fica um tanto comum, às vezes um pouco arrastado, e a rotina parece adiar a decisão de retornar de vez ou aguardar até o Carnaval, quando dizem de fato começar o ano no Brasil. No âmbito eclesial, passado o tempo do Natal e até chegar a Quaresma, a Igreja vive o Tempo Comum, dias ordinários, mas que também carregam seu significado. 

Desde a Festa do Batismo do Senhor, no dia 11 de janeiro, a Igreja se encontra nas primeiras semanas deste que é o maior tempo litúrgico. Tanto que é dividido em duas partes: uma anterior à Quaresma e outra após o Tempo Pascal. Trata-se de um período em que os fiéis são convidados a destinar maior atenção aos gestos e ensinamentos de Jesus em sua vida cotidiana. 

Assessor para a Pastoral Litúrgica, Cantores e Músicos e MECs da Diocese de São José dos Campos (SP), padre Gustavo Munhoz frisa que este não é um tempo sem sentido. “Jesus é o sentido desse tempo onde nos percebemos como seus discípulos de uma maneira mais íntima e atenta, caminhando com ele, escutando-o”, expressa.

Caminho rumo à verdade plena

A imagem ilustra um padre católico, vestindo túnica branca e estola vermelha.

Padre Gustavo Munhoz / Foto: Arquivo pessoal

Segundo o sacerdote, o objetivo da Igreja, ao celebrar o Tempo Comum, é o anúncio do Evangelho, levando os fiéis para a verdade plena. Não há um “tema” específico para cada domingo do ano: o sacerdote ou o diácono que profere a homilia tem liberdade para expor o Mistério de Cristo sobre vários aspectos, desde o início da vida pública de Jesus, seus eventos e ensinamentos, até o anúncio escatológico da vinda do Reino de Deus.

A cor verde que toma conta do altar durante este período, associada à esperança, reflete a proposta deste tempo: “acender sempre esta luz da esperança através do encontro pessoal com Cristo, Mestre e Senhor da vida, através da transmissão de sua Palavra e dos sacramentos, a fim de que transbordemos de sua graça e apliquemos o que aprendemos dele nos gestos concretos fora do ambiente litúrgico, onde se dá o culto existencial”, define o assessor.

Após algumas semanas, o Tempo Comum é “interrompido” e dá-se início à Quaresma. “Gosto de entender este acontecimento como uma espécie de ‘transfiguração’”, expressa padre Gustavo. “O Senhor interrompe o nosso cotidiano e nos chama para ir com ele para o deserto, para o monte, para a realidade das pessoas, para Jerusalém, para o calvário e, finalmente, para Ele mesmo, na sua ressurreição”, complementa.

Na visão do sacerdote, observado o momento em que isso acontece dentro do Ano Litúrgico, percebe-se que o Tempo Pascal fundamenta, dá sentido e impulsiona a vivência do restante do Tempo Comum. “Quando retomamos o tempo comum, temos mais condições de compreender os eventos e ensinamentos da vida de Cristo à luz do Mistério Pascal a ponto de confessar com toda a Igreja, no último Domingo do Tempo Comum, que Ele é Rei e Senhor do Universo”, sinaliza.

A santidade no ordinário da vida

Na caminhada da Igreja rumo à pátria celeste, padre Gustavo recorda que a santidade é algo que acontece no ordinário. Como exemplo, cita São Carlo Acutis, testemunho de alegria no relacionamento com Deus, alicerçado nos sacramentos, e Santa Teresinha do Menino Jesus, que descobriu que o fato de ser uma flor no jardim de Deus não era motivo de rebaixamento, mas oportunidade de encontro com o Senhor e com os irmãos.

“Deus é constante e sempre presente. Os santos percebem tudo isso e reagem. Não são indiferentes, embora tivessem de lutar muito para não perder de vista tamanho tesouro. Todos eles viveram esse encontro com o mistério no ordinário de suas vidas”, destaca padre Gustavo.

Ele cita ainda o exemplo do Venerável Franz de Castro, cujo processo de beatificação segue em aberto. Fiel leigo e advogado que faleceu em 1981, viveu com este brilho no coração. “Seus escritos revelavam a profundidade do seu desejo de estar com Deus e com os irmãos, até os menos queridos. Um exemplo próximo de nós que nos inspira e ensina que viver com Deus aqui não é perda de tempo, mas um verdadeiro investimento na eternidade”, conclui.

“Deus me espera não fora da rotina, mas dentro dela”

Outro santo associado à vida ordinária é São Josemaria Escrivá, sacerdote espanhol que fundou o Opus Dei. Supernumerária desde 2024, Mariane Azevedo partilha que o ensinamento do “santo do cotidiano” de que o dia a dia pode ser caminho de santidade foi o que mais a marcou.

“Não é preciso fazer coisas extraordinárias, mas viver com amor e retidão aquilo que Deus me confiou todos os dias”, afirma Mariane. Ela recorda que São Josemaria Escrivá dizia: a vocação do leigo consiste em três coisas – santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros com o trabalho.

“Hoje, entendo que cada tarefa, por mais simples que pareça, pode ser oferecida a Deus e se tornar oração. É assim que busco viver a santidade no ordinário, com alegria e fidelidade”, expressa a supernumerária. “São Josemaria entendeu que o encontro com Deus acontece no dia a dia, no trabalho, nos deslocamentos, nas pequenas tarefas, na paciência que a gente precisa exercitar, no esforço de fazer o bem mesmo quando ninguém vê”, complementa.

Tudo isso Mariane busca por em prática, dia após dia, em sua vida: durante o deslocamento ao trabalho, faz suas orações e leituras espirituais; em seu emprego, procura viver tudo em espírito de serviço; na hora do almoço, sempre que pode participa da Missa. “Ali também Deus me espera. Não fora da rotina, mas dentro dela”, finaliza.


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