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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Hoje é celebrada santa Josefina Bakhita, exemplo de esperança cristã

 

A irmã morena, assim era carinhosamente chamada santa Josefina Bakhita, religiosa que sofreu as dores da escravidão, mas conheceu o amor de Deus, a quem decidiu se consagrar. Hoje (8), a Igreja recorda a sua memória litúrgica.

Santa Josefina Bakhita nasceu em uma aldeia perto da montanha Agilerei, no Sudão, em 1869.

Tendo sido vendida e comprada por várias vezes, experimentou diversas humilhações e sofrimentos físicos da escravidão. A experiência dolorosa fez com que esquecesse o próprio nome.

Bakhita, que significa afortunada, foi o nome que recebeu de comerciantes de escravos. “Bakhita é um nome formoso; vai te trazer boa sorte”, disse um deles.

Até que foi comprada por um cônsul italiano, que a levou para a Itália e a entregou a uma família amiga de Veneza, o casal Michieli, pois a esposa tinha se afeiçoado a Bakhita. Este casal teve uma filha e a santa passou a ser a babá e amiga da menina.

Por conta dos negócios, esta família teve que retornar para a África. Mas, seguindo conselhos, decidiram deixar a filha e a babá aos cuidados das religiosas de santa Madalena de Canossa.

Foi então que Bakhita teve seu encontro com o Senhor, conheceu o Evangelho e foi batizada aos 21 anos, recebendo o nome Josefina.

Quando os Michieli retornaram da África e foram buscar a filha e Bakhita, esta, com firme decisão, disse que queria ficar com as Irmãs Canossianas para servir a Deus.

Em 1896, atendendo ao chamado para a vida religiosa, Josefina Bakhita se consagrou para sempre ao seu Deus, que ela chamava com carinho “o meu Patrão”.

“Se eu encontrasse de novo aqueles negreiros que me sequestraram e também aqueles que me torturaram, me ajoelharia para beijar as suas mãos, porque, se não tivesse acontecido isto, eu não seria agora cristã e religiosa”, disse certa vez a santa.

Dedicou-se por mais de cinquenta anos às várias ocupações no convento. Foi cozinheira, responsável pelo guarda-roupa, bordadeira, sacristã, porteira.

Admirada pelas irmãs e pelos moradores do local por sua humildade, simplicidade e alegria, costumava dizer: “Sede bons, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se, soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!”.

Já na velhice e tomada por longa e dolorosa doença, reviveu a agonia dos terríveis anos de escravidão. Várias vezes suplicava à enfermeira que a assistia: “Solta-me as correntes ... pesam muito!”.

Em 8 de fevereiro de 1947, a “santa irmã morena” partiu para a casa do Pai, tendo proferido suas últimas palavras: “Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.

Em 1992, Bakhita foi beatificada por são João Paulo II e canonizada pelo mesmo Pontífice em 1º de outubro de 2000, após o reconhecimento da cura milagrosa de Eva Tobias da Costa, brasileira, moradora de Santos (SP), que havia rezado pela intercessão de Bakhita em 1980.

Por sua espiritualidade e força ante as adversidades, São João Paulo II a chamou “Nossa Irmã Universal” e sua história de vida foi, na realidade, a história de todo um continente.

Bento XVI, a esperança e a santa

Em 2007, o papa Bento XVI utilizou o exemplo de vida de santa Josefina Bakhita em sua encíclica Spe Salvi para falar da esperança.

No texto, o papa Emérito escreve que Bakhita “só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um ‘paron’ acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo ‘Paron’ supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada”.

“Mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela ‘à direita de Deus Pai’. Agora ela tinha « esperança »; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa”.

Bento XVI recorda que “mediante o conhecimento desta esperança, ela estava ‘redimida’, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus”.

CONVITE - FESTEJO DE SÃO JOSÉ BARRINHA PI






 

MISSA DE 7º DIA

 


Com saudade no coração, convidamos familiares e amigos para a Missa de Sétimo Dia de Zenith Veras, em agradecimento por sua vida e em oração por sua eterna paz.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

NOTA DE FALECIMENTO

 


É COM MUITO PESAR QUE COMUNICAMOS O FALECIMENTO DE DONA ZENITH, MÃE DO  NOSSO AMIGO COLABORADO E DESPORTISTA HAMILTON VERAS. OCORRIDO NESTA TERÇA FEIRA DIA 08 DE FEVEREIRO, MANIFESTAMOS AOS FAMILIARES E AMIGOS AS MAIS SINCERA CONDOLENCIAS.

Leão XIV nomeia irmã Raffaella Petrini para Comissão para Assuntos Reservados

 

                                                       Irmã Raffaella Petrini | Daniel Ibáñez (ACI Prensa)

O papa Leão XIV nomeou a irmã Raffaella Petrini membro da Comissão para Assuntos Reservados, anunciou hoje (3) a Sala de Imprensa da Santa Sé.

Ela é a primeira mulher a fazer parte do órgão responsável pela atribuição de contratos financeiros em âmbitos confidenciais da Santa Sé criado em 2020 pelo papa Francisco.

A freira italiana, franciscana da Eucaristia e economista, nascida em Roma em 1969 Petrini já ocupa a presidência do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano desde 1º de março do ano passado. É o cargo mais alto da administração civil do Estado pontifício, que tem cerca de 600 habitantes e cerca de 2 mil funcionários. Nomeada pelo papa Francisco, ela se tornou a primeira mulher a assumir a liderança administrativa na Santa Sé.

Como presidente do Governatorato, Petrini é responsável pela gestão dos serviços públicos do Vaticano, supervisionando a infraestrutura, a segurança, a saúde e os Museus Vaticanos, e presidindo a Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano. O papa Francisco mudou a Lei Fundamental do Estado da Cidade do Vaticano para nomear Petrini para o cargo antes reservado e a um cardeal.

Perfil e formação acadêmica

Formada em Ciências Políticas pela Libera Università Internazionale degli Studi Sociali Guido Carli (LUISS), Petrini tem doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum) e mestrado pela Universidade de Hartford, nos EUA. Atualmente, ela também leciona Economia do Bem-Estar e Sociologia dos Processos Econômicos.

Antes de assumir a presidência do Governatorato, ela trabalhou na Congregação para a Evangelização dos Povos (atual Dicastério para a Evangelização) e foi nomeada secretária-geral do Governatorato em novembro de 2021. Ela é membro do Dicastério para os Bispos e da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), órgão responsável pela gestão das finanças da Santa Sé.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Catequistas encerram encontro com esperança renovada

 Catequistas de todo o país se reuniram em Aparecida para dias de partilha, espiritualidade e aprendizado. O encontro terminou nesse fim de semana, fortalecendo a missão de evangelizar nas comunidades.

Reportagem de Carla Zanon e Messias Junqueira

 

No México, sacerdotes e agentes pastorais são alvos da criminalidade

 

O "Relatório Anual” sobre a incidência de violência contra



sacerdotes, agentes pastorais, fiéis e instituições da Igreja no México, elaborado pelo Centro Multimídia Católico e divulgado nesta quinta-feira, revela um quadro preocupante no país: nos últimos sete anos, diversas comunidades católicas têm sido alvo de uma escalada alarmante de ataques contra lugares de culto, com o objetivo de manter o trabalho social da Igreja e dos sacerdotes em silêncio e no medo.





Federico Piana - Cidade do Vaticano


O relatório destaca diversos atos de violência: “Assassinato do Padre Bertoldo Pantaleón Estrada, cujo corpo foi encontrado crivado de balas, em 4 de outubro do ano passado, dois dias após seu desaparecimento; assassinato de oito jovens, ocorrido em 16 de março de 2025, em um campo adjacente à paróquia de São José de Mendoza, em Salamanca, Guanajuato, enquanto se preparavam para a Semana Santa; grave ferimento do Padre Héctor Alejandro Pérez, pároco da igreja de São Francisco de Assis, em Las Gaviotas de Villahermosa, no estado de Tabasco, ocorrido em 30 de junho do ano passado”.


A força do novo Relatório Anual, sobre a incidência de violência contra sacerdotes, agentes pastorais, fiéis e instituições da Igreja no México, consiste em descrever histórias de violência e dor, cuja síntese trágica encontra-se, claramente, no prólogo do documento: "Embora os crimes contra sacerdotes tenham diminuído um pouco, em relação aos anos anteriores, diversas comunidades católicas, nos últimos sete anos, têm sido alvo de uma alarmante escalada de ataques contra lugares de culto, que não só profanam a sacralidade das coisas, mas também revelam o que todos estão sofrendo: uma profunda crise de segurança e valores em nossa sociedade".

Alvos fáceis




O relatório foi elaborado pela “Unidade de investigações especiais do Centro multimídia católico”, fundada e dirigida pelo Padre Sergio Omar Sotelo Aguilar, sacerdote Paulino e jornalista, alvo de cartéis criminosos mexicanos, por sua decisão de combater os chefes do narcotráfico e do crime organizado, sobretudo, através dos meios de comunicação. A edição do relatório, este ano, esclarece, mais uma vez, que, certamente, não é mera coincidência que "todo este tipo de violência possa ocorrer em regiões com altos índices de criminalidade. Organizações criminosas, narcotráfico e delinquência comum veem as igrejas como alvos fáceis, não protegidas por um Estado laico, que deveria garantir a liberdade religiosa".

Nenhuma obstinação




Atenção: o relatório explica claramente que, oficialmente, não há perseguição contra a Igreja, nem limitações à liberdade religiosa ou à liberdade de culto e tampouco ódio contra a fé. Contudo, as causas da violência mudaram, profundamente, nos últimos cinco anos, como o Padre Sotelo Aguilar declarou à mídia vaticana: "A violência contra sacerdotes, religiosos, agentes pastorais e instituições eclesiásticas tornou-se um ato constante de assédio porque provém de grupos criminosos e órgãos políticos em níveis municipal, estadual e até federal. Os motivos, devido a muitos fatores, visam manter a Igreja e seus sacerdotes, em silêncio e amedrontados, por serem agentes de estabilização social".

Atos preocupantes




Ações preocupantes de intimidação, como a que ocorreu em agosto de 2025, em São Miguel de Allende, no estado de Guanajuato, onde a capela da Virgem de São João dos Lagos foi palco de violentos confrontos, que envolveram até a paróquia de Santo Antônio. Porém, os leigos também são alvos, cada vez mais frequentes, segundo o diretor do Centro Multimídia Católico: "Infelizmente, o ano passado foi marcado por extremas ondas de violência contra colaboradores diretos da Igreja e catequistas. O aspecto dramático é que muitos deles são muito jovens, como aconteceu aos 15 jovens, assassinados em diferentes regiões do país.

Não só assassinatos




Não se trata apenas de agressões, assassinatos e desaparecimentos suspeitos, atribuídos à criminalidade comum e organizada, inclusive clãs e cartéis da droga. Os ataques a edifícios religiosos também estão em aumento, adverte o relatório: "Estes incluem roubos, profanações, extorsões e incêndios criminosos, com uma média entre 26 a 28 por semana e cerca de 1.400 por ano". Na década de 1990, apenas quatro ataques eram relatados por semana: hoje, este número é quase sete vezes maior.

Impunidade generalizada




Outra estatística alarmante é revelada pelo próprio Padre Sotelo Aguilar: "80% dos casos de assassinatos de sacerdotes estão, atualmente, em total impunidade. Os processos de investigação foram esquecidos e, muitas vezes, até arquivados, sem fazer nenhuma justiça às famílias".






sábado, 31 de janeiro de 2026

PRECISOU DE PEÇAS PARA A SUA MOTO? FABIO PEÇAS TEM!!


 

Hoje é celebrado são João Bosco, fundador dos salesianos

 

“Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte são João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada hoje (31). O fundador da Congregação Salesiana (os salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.

João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.

Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”.

Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.

Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu são José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.

Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.

São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a são Francisco de Sales.

Em 1859, fundou os salesianos, tomando como modelo são Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as filhas de Maria Auxiliadora e os cooperadores salesianos. Além disso, construiu a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.

A história de um milagre pouco conhecido de dom Bosco e Nossa Senhora Auxiliadora

 



A presença de são João Bosco na cidade italiana de Gênova está ligada a muitas histórias e também alguns milagres, como por exemplo, o que foi relatado pelo sacerdote salesiano padre Mauricio Verlezza.

Padre Verlezza, responsável pela Obra de Dom Bosco em Sampierdarena (Gênova), de onde saíram as primeiras expedições missionárias para a Argentina, contou ao Grupo ACI que o santo sacerdote celebrou uma Missa em 1872, na qual estiveram presentes muitos benfeitores.

No final da celebração e logo depois de escutar a sua catequese, todos passaram pela sacristia da catedral de ‘San Siro’ para receber a bênção do fundador dos salesianos. Ele costumava entregar a cada pessoa uma medalhinha de Nossa Senhora Auxiliadora.

“As medalhinhas que estavam em uma pequena bolsa eram muito poucas e o milagre foi que todos puderam recebê-la, apesar de que realmente houvesse pouquíssimas na bolsa que o secretário entregou a dom Bosco”.

Em seguida, contou o sacerdote, "são João Bosco olhava seus sonhos missionários em um mapa do mundo que estava no pequeno quarto onde descansava durante a sua permanência em Sampierdarena”.

“O meu único desejo é que sejam felizes no tempo e na eternidade”, deixou escrito aos seus jovens dom Bosco, declarado por são João Paulo II como “pai e mestre da juventude”.

São João Bosco morreu no dia 31 de janeiro de 1888, depois de ter vivido aquela frase que disse ao seu aluno são Domingos Sávio: “Nesta casa fazemos consistir a santidade em estar sempre muito alegres”.

Sete frases para ser feliz como são João Bosco

 


Diz-se que são João Bosco era um santo alegre e que, mesmo quando tinha muitos problemas, demonstrava ainda mais alegria. Tudo isso como resultado de sua plena confiança na Providência Divina e em Nossa Senhora Auxiliadora.

Do muito que dom Bosco disse e escreveu, apresentamos sete frases do santo que podem ajudar a alcançar a felicidade.

1. “Alegria, Estudo, Piedade. Este é o grande programa. Se o seguir, poderá viver feliz e fazer muito bem à sua alma”.

2. “Se querem que nossa vida seja sempre alegre e tranquila procurem viver sempre na graça”.

3. “Querem estar sempre satisfeitos e risonhos? É a obediência a que nos leva a essa alegria”.

4. “Com a comunhão frequente os tornareis muito queridos por Deus e pelos homens, e Maria Santíssima os concederá a graça de receber os Santos Sacramentos ao fim da vida”.

5. “Ser bom não consiste em não cometer falhas, mas na vontade de corrigir-se”.

6. “Para trabalhar com sucesso, tenha caridade no coração e paciência na execução”.

7. “Faça o que pode, Deus fará o que não podemos fazer. Confie sempre em Jesus Sacramentado e em Nossa Senhora Auxiliadora e verá o que são milagres”.

Por que os salesianos de Dom Bosco receberam esse nome?

 

Em 26 de janeiro de 1854, são João Bosco, com cerca de 39 anos, deu pela primeira vez o nome de "salesianos" a um pequeno grupo de jovens desejosos de seguir os seus passos.

“Na tarde de 26 de janeiro de 1854, começou ‘oficialmente’ a aventura carismática salesiana”, disse a Agenzia Info Salesiana (ANS), órgão de comunicação jornalística da Sociedade de Francisco de Sales.

“Naquela data, Dom Bosco deu pela primeira vez o nome de 'salesianos' a um pequeno grupo de jovens desejosos de seguir seus passos. O que aconteceu na noite de 26 de janeiro foi escrito por Miguel Rua, em um caderno que hoje se encontra no Museu Casa Dom Bosco”.

Padre Miguel Rua era amigo de Dom Bosco e se tornou reitor-mor da Congregação Salesiana entre 1888 e 1910, sendo o primeiro sucessor do fundador.

Padre Rua escreveu em um caderno: "Na tarde de 26 de janeiro de 1854, nos reunimos no escritório do Sr. Dom Bosco".

Naquele dia, Dom Bosco chamou seus colaboradores mais próximos ao segundo andar da casa, porque queria conversar com eles sobre algo. Esses quatro jovens eram: Miguel Rua, Juan Cagliero, Giuseppe Rocchietti e Giacomo Artiglia.

“Foi-nos proposto fazer com a ajuda do Senhor e de são Francisco de Sales uma prova de exercício prático da caridade para com o próximo, para depois fazer uma promessa e, depois, se possível e conveniente, fazer um voto ao Senhor", contou o padre Rua.

“Desde aquela noite, foi dado o nome de salesianos a quem se propôs e se proporá tal exercício”, disse.

Quando são João Bosco era diácono, 13 anos antes, já tinha escolhido são Francisco de Sales como modelo a seguir.

São Francisco de Sales, doutor da Igreja Universal, é conhecido como "o santo da amabilidade". Como bispo, defendeu a Igreja Católica com coragem e amabilidade em uma época difícil e violenta de reformas, como a de Calvino.

Ao longo do tempo, o santo inspirou muitas obras e comunidades, como a Pia Sociedade de São Francisco de Sales, fundada por Dom Bosco.


Alunos participam de missa em ação de graças a Dom Bosco

 O dia começou com fé e gratidão em Aracaju. Alunos da escola salesiana participaram de uma missa festiva em homenagem a Dom Bosco, o santo que dedicou a vida à educação e ao cuidado com a juventude.

Reportagem de Silas Santos e Sidiclei Sales

Conheça histórias de devoção e curas atribuídas a São Miguel Arcanjo

 Durante os acampamentos na Canção Nova, muitas histórias de devoção e curas encontramos por aqui. No segundo dia do Encontro Nacional do Exercito de São Miguel nossa equipe conheceu algumas dessas histórias, e você acompanha na reportagem.

Reportagem de Carla Zanon e Messias Junqueira

Papa: que as Olimpíadas de Inverno suscitem fraternidade e paz

 Leão XIV enviou telegrama para a celebração de acolhida da Cruz Olímpica e Paralímpica realizada ontem em uma basílica de Milão, sede dos jogos

Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV acena com a mão direita durante Catequese desta quarta-feira, 21, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Papa durante catequese no Vtaicano/ Foto: REUTERS/Remo Casilli

O Papa Leão XIV deseja que os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 ajudem a construir pontes entre culturas e povos, promovendo a paz. Este foi o teor de um telegrama que ele enviou para a celebração de acolhida da Cruz Olímpica e Paralímpica dos Atletas realizada nesta quinta-feira, 29, na Basílica de San Babila em Milão, cidade que, junto à comuna de Cortina, acolhe a próxima edição dos jogos.

A mensagem é assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, e foi enviada ao arcebispo de Milão, Dom Mario Delpini. Ele será o anfitrião de 3.500 atletas de 93 países, inclusive do Brasil, para os 17 dias de competições a partir de 6 de fevereiro.

O Pontífice dirigiu uma saudação especial aos participantes da missa durante a qual representantes da Athletica Vaticana – a associação poliesportiva oficial da Santa Sé – entregou a cruz dos atletas. Eles receberam o símbolo durante o Jubileu do Esporte em junho de 2025.

Leia também
.: Homilia do Papa Leão XIV na Missa pelo Jubileu do Esporte

“Que este importante evento suscite sentimentos de amizade e fraternidade, reforçando a consciência do valor do esporte a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana”, expressou o Papa. Ele assegurou suas orações para que “estes dias de saudável competição contribuam a construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz”.

O acolhimento à Cruz Olímpica

Segundo comunicado da Arquidiocese de Milão, antes da celebração, a Cruz Olímpica foi levada ao altar da basílica após uma procissão que começou fora da igreja. Durante a missa, foi lida uma oração composta pelo arcebispo Delpini por ocasião dos Jogos Olímpicos.

A celebração, que contou com a presença do secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, Dom Paul Tighe, antecipou em um dia o início da trégua olímpica. De acordo com a resolução aprovada, com amplo consenso, pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de novembro, o período de trégua vai de uma semana antes do início das Olimpíadas (cuja abertura será em 6 de fevereiro) até uma semana após o encerramento das Paralimpíadas (com cerimônia final em 15 de março).

Desde as Olimpíadas de Londres de 2012, o símbolo é confiado à diocese-sede dos Jogos – tanto de inverno como de verão. E, durante todo o período de competição, o local também é designado a acolher as celebrações relacionadas ao evento. Entre as iniciativas previstas, as missas de domingo de 8 e 15 de fevereiro e de 15 de março em diferentes idiomas — inglês, francês, alemão e italiano — para permitir a participação tanto dos membros das delegações internacionais quanto dos turistas presentes em Milão por ocasião dos Jogos.

A peregrinação durante o Jubileu do Esporte

Em 14 de junho de 2025, durante o Jubileu do Mundo do Esporte, a Athletica Vaticana recebeu a Cruz Olímpica no início da peregrinação na Piazza Pia. Até a Basílica de São Pedro, o símbolo passou de mão em mão até chegar ao presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, na passagem da Porta Santa, acompanhado pelo Cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.

A Cruz foi criada pelo artista inglês Jon Cornwall especialmente para a edição dos Jogos de Londres em 2012. São 15 pedaços de madeiras diferentes (considerando também o pódio que a sustenta), cuidadosamente selecionados e provenientes de diferentes partes do mundo: do próprio Brasil e também da Terra Santa, mas inclusive da China, Rússia, África, Índia, Austrália, Argentina, Jamaica, América do Norte e, precisamente, de Londres.

A passagem da Cruz pelo Brasil

Após os Jogos de 2012, a Cruz dos Atletas acabou sendo confiada espontaneamente à Arquidiocese do Rio de Janeiro para as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. Foi justamente no Brasil, por ocasião da JMJ 2013, que o Papa Francisco abençoou a Cruz que, em 2014, esteve “presente” na Copa do Mundo de futebol, também no Rio de Janeiro.

Para os Jogos de Tóquio, em 2021, a pandemia impediu a organização das iniciativas. Assim, a Cruz — levada a Lisboa em 2023 para a JMJ — encontrou seu lugar em Paris, na “Capela dos Atletas”, montada na Igreja da Madalena.

Papa expressa gratidão pelos 800 anos da Catedral de Toledo

 

O Sucessor de Pedro enviou uma carta aos fiéis de Toledo, na qual destaca a riqueza espiritual, histórica e social da Catedral Primaz

Da redação, com Vatican News

Papa Leão XIV / Foto: Vatican Media

Papa Leão XIV enviou uma mensagem aos fiéis da Arquidiocese de Toledo por ocasião do evento inaugural que marca o 800º aniversário da construção da Catedral Primaz Gótica. Em sua carta, enviada no dia 29, o Pontífice expressou sua alegria pelas atividades planejadas para celebrar este oitavo centenário e manifestou a esperança de que 2026 seja um tempo de graça, perdão, misericórdia e gratidão pela rica história da Igreja de Toledo na Espanha, Europa e América Hispânica.

No texto, lido pelo Núncio Apostólico na Espanha, Dom Piero Pioppo, o Santo Padre recordou que, em 1226, Dom Rodrigo Jiménez de Rada e o Rei São Fernando III de Castela lançaram a pedra fundamental da atual Catedral Primaz no local da antiga Basílica Visigótica de Santa Maria. Ao longo de 800 anos, a Catedral de Toledo foi palco de eventos decisivos na história religiosa e cultural, que se refletem em sua arte e arquitetura.

Arte, fé e patrimônio no programa do centenário

O Oitavo Centenário da Catedral é concebido como uma celebração integral em que fé, arte, música e patrimônio se unem em diálogo para oferecer uma experiência única e compartilhada, aberta a toda a Igreja e ao mundo. O programa comemora a história viva da Catedral por meio de quatro temas principais: voz, memória, a estrutura de pedra e a vida espiritual do edifício e de sua comunidade.

Um dos eventos centrais é a grande exposição Primada, que será inaugurada em 25 de maio de 2026 e permanecerá aberta até 14 de outubro. Esta exposição cultural reunirá mais de 350 obras-primas — incluindo pinturas, esculturas, códices e tapeçarias — abrangendo oito séculos de arte, fé e patrimônio, com obras de artistas como El Greco, Velázquez, Zurbarán, Bellini e Luca Giordano.

Além da exposição, o programa cultural inclui iniciativas para a conservação e valorização da Catedral, bem como projetos de pesquisa, publicações e outras atividades destinadas a garantir a transmissão deste património excecional às gerações futuras.

Ao longo de 2026 e 2027, decorrerão diversos eventos para comemorar o oitavo centenário da Catedral de Toledo.

Liturgia, música e jubileu

Leão XIV sublinhou o valor da liturgia hispano-moçárabe, celebrada diariamente na Catedral de Toledo como testemunho vivo de fé e de comunhão com a Sé de Pedro. Esta tradição musical e espiritual integra o Programa Musical do Centenário, que procura recuperar e renovar a rica paisagem sonora da Catedral, recorrendo tanto aos seus arquivos históricos como a produções contemporâneas.

A mensagem do Papa também destacou o trabalho social e de caridade da Catedral, que responde às novas formas de pobreza presentes na sociedade atual. Citando sua Exortação Apostólica Dilexi te, Leão XIV encorajou a comunidade a não se esquecer dos pobres, como expressão concreta da fé e da missão pastoral da Catedral.

Ano Jubilar: um tempo de encontro e renovação

O Oitavo Centenário culminará na celebração de um Ano Jubilar, que terá início em 25 de outubro de 2026, festa da dedicação da Catedral Primaz, e se estenderá até 27 de outubro de 2027. Durante este período, fiéis e peregrinos de todo o mundo serão convidados a vivenciar um tempo de graça, encontro e renovação interior.

Leão XIV concluiu sua mensagem assegurando sua proximidade espiritual e oferecendo uma oração para que o Senhor e Nossa Senhora do Tabernáculo, padroeira da cidade e da Catedral, protejam sempre a comunidade de Toledo. Com afeto, concedeu sua bênção, encorajando a todos a viverem este aniversário como fonte de inspiração para o presente e o futuro da fé.

Documento sobre padre ‘assassinado pela horda marxista’ em 1936 é achado em garrafa

 

Garrafa com documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas” ??
Garrafa com documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas”. | Diocese de Alcalá de Henares.Trabalhos de restauração de um templo na diocese de Alcalá de Henares, Espanha, revelaram a existência de uma garrafa com um documento sobre o servo de Deus Valentín Rodríguez Cañas, sacerdote assassinado em 1936 “pelas hordas marxistas”, segundo o texto. 

No ano passado, a igreja de Santa María del Castillo, em Campo Real, passou por um grande projeto de consolidação da fundação da torre paroquial, melhoria do telhado do templo e restauração do piso. 

Declarada monumento histórico-artístico em 1981, suas origens remontam a um antigo castelo medieval, cujas muralhas serviram de base para a nova igreja, consagrada em 1333, da qual só a sacristia permanece no edifício atual.

No decorrer desse trabalho, há quase um ano, foi descoberta a garrafa que continha um produto à base de cereais, leguminosas e mel chamado Ceregumil, criado em 1907 por um farmacêutico de Granada e que dá nome a uma empresa que ainda hoje fabrica suplementos alimentares. 

Um arqueólogo ficou encarregado de limpar e processar a garrafa para extrair o documento enrolado em seu interior. 

É um documento oficial, carimbado, datado de 1947, contendo o registro de exumação para a transferência dos restos mortais do padre assassinado para uma sepultura diferente dentro da mesma paróquia. 

O documento é assinado por vários membros do clero da região, e pelo juiz municipal, o secretário da câmara municipal, o farmacêutico e o coveiro, segundo a diocese de Alcalá de Henares. 

O texto diz que Valentín Rodríguez Cañas “foi assassinado pela horda marxista em 29 de julho de 1936”. 

O texto diz também que “depois da abertura da sepultura designada, que havia sido previamente perturbada por engano com o desaparecimento de alguns restos mortais, notáveis ​​restos da cabeça, costelas, membros, foram identificados e considerados pertencentes ao dito padre, dom Valentín Rodríguez Cañas, assim como restos das roupas que ele vestia, emprestadas pelo vizinho da vila, dom Pablo Rubio León, balas e projéteis das armas que causaram sua morte.


Papa incentiva ‘próxima geração de intercessores’ de rede de oração

 


O papa Leão XIV recebeu hoje (30) no Vaticano membros da Rede Mundial de Oração do Papa, obra pontifícia cuja missão é mobilizar os fiéis através da oração.

Em seu discurso, o papa disse que a cada mês são propostas intenções “que abordam os desafios que a humanidade enfrenta, assim como a vida e a missão da Igreja”.

Leão XIV agradeceu a eles por divulgarem essas intenções a dezenas de milhões de pessoas nessa rede global, "que todos os dias apresentam estas necessidades a Deus".

Para ele, “a oração não é estranha à obra evangelizadora do Corpo de Cristo, mas é parte integrante dela”.

“A espiritualidade do seu apostolado de oração”, disse o papa, “está arraigada no Coração de Jesus, o que lhes permite conhecer nosso Senhor mais intimamente e serem mais compassivos e empáticos ao oferecerem seu apoio em oração por aqueles que precisam”.Leão XIV disse querer que, por meio de seu apostolado, eles “continuem ajudando os batizados a compreenderem que são amigos e apóstolos de Cristo”.

“É especialmente importante convidar os jovens a participar para que possam formar a próxima geração de intercessores pelas necessidades do mundo inteiro”, disse ele.

Por fim, o papa disse que esse Movimento Eucarístico Juvenil “pode ser um caminho particularmente fecundo para ajudá-los a crescer numa intimidade mais profunda com nosso Senhor”.

“Queridos irmãos e irmãs, agradeço-vos sinceramente pelos vossos esforços para promover a oração em todo o mundo pelas intenções do papa, e encorajo-vos a continuar nesse caminho com um espírito alegre”, concluiu Leão XIV.


Cardeal Barreto da Ceama: seguir em frente com o apoio do Papa Leão XIV




O presidente da Conferência Eclesial da Amazônia, cardeal Pedro Barreto, recebido nos últimos dias em audiência por Leão XIV, compartilha os progressos e as dificuldades do organismo eclesial que, cinco anos após a sua criação, caminha para a institucionalização com o incentivo do Papa e em continuidade com o “sonho” de Francisco.



Patricia Ynestroza - Vatican News

Progressos, desafios, esperanças, auspícios. O cardeal Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo, compartilha os projetos futuros da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama), a assembleia permanente dos membros da Igreja Católica da região pan-amazônica da qual é presidente. O organismo foi criado há 5 anos por vontade do Papa Francisco e agora está iniciando um processo de institucionalização com o apoio de Leão XIV. Foi precisamente o Papa Leão que recebeu Barreto no último sábado, 24 de janeiro, que posteriormente se reuniu também com representantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Os resultados concretos

Para Barreto, este momento marca uma etapa de maturidade no caminho da Ceama. Um caminho que nasceu do “sonho” de uma Igreja cada vez mais enraizada no território amazônico e comprometida com seu povo. A Conferência Eclesial, como mencionado, nasceu em 2020 sob o impulso do Papa Francisco e com o apoio do falecido cardeal brasileiro, dom Claudio Hummes, que desde o início enfatizou a centralidade dos pobres e marginalizados. Hoje, esse processo está dando frutos concretos, afirma o cardeal Barreto: “estamos vendo como esse sonho está se transformando em realidade”, diz ele, reiterando a alegria e o entusiasmo com que o organismo encara esses passos adiante.
Dois Papas, um sonho

O Papa Leão XIV conhece profundamente a realidade amazônica e o processo da Ceama, explica ainda o cardeal. Antes da sua eleição como Pontífice, Robert Francis Prevost ocupou o cargo de delegado do Papa Francisco para auxiliar a presidência da Conferência, garantindo uma continuidade natural ao caminho já iniciado. Segundo Barreto, o atual Papa não só apoia o projeto, mas também manifestou um interesse particular em fortalecê-lo institucionalmente, garantindo sua sustentabilidade e viabilidade a longo prazo.
Rumo à sua institucionalização

Nesse contexto, destaca ainda o cardeal, Leão XIV confiou ao Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral a supervisão do processo de institucionalização, que inclui a criação de um fundo de dotação para garantir a estabilidade financeira da Ceama. Uma decisão que visa consolidar uma estrutura que, sem perder sua identidade e autonomia sinodal, possa assim responder de forma permanente aos desafios pastorais, sociais e ambientais da Região Amazônica.
Tempo de graça

Este é, portanto, um tempo “vivenciado como uma verdadeira experiência de graça”, em que a continuidade se expressa através da novidade, assegura ainda o cardeal Barreto, ressaltando que a fidelidade do Papa Leão XIV ao Concílio Vaticano II, sua afinidade com a visão do Papa Francisco e seu conhecimento direto do território amazônico, em particular do Peru, reforçam a confiança no caminho empreendido.
O futuro da Ceama

Olhando finalmente para o futuro, o presidente explica que a Conferência Eclesial se prepara para um momento crucial: em março será realizada em Bogotá uma assembleia eleitoral para renovar a presidência, em conformidade com os estatutos aprovados pela Santa Sé. Mesmo com uma mudança na liderança, “o processo continuará com a mesma orientação e o mesmo espírito”, assegura Barreto.

Um sinal claro da consolidação da Ceama foi a Assembleia dos Bispos Amazônicos realizada em agosto em Bogotá, na Colômbia, que reuniu 95 dos mais de 115 bispos da região. Essa ampla participação confirmou, nas palavras do cardeal, que a Conferência Eclesial da Amazônia ocupa não apenas um lugar central na vida da Igreja, mas também no coração de seus pastores. O caminho está, portanto, traçado, mas ainda há muito a fazer, comenta o cardeal: “com o apoio de dois Papas e o empenho dos bispos amazônicos, a Ceama está se fortalecendo como expressão viva da sinodalidade e do compromisso da Igreja com a Amazônia e seus povos”.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Papa visitará paróquias da diocese de Roma a partir de fevereiro

 Por ocasião da Quaresma, comunidades paroquiais romanas receberão o Pontífice aos domingos até a Páscoa; Leão XIV também se encontrará com o clero

Da Redação, com Vatican News

A imagem ilustra o Papa Leão XIV com suas habituais vestes pontifícias, de costas e com a mão esquerda erguida em gesto de aceno.

Foto: ZUMA Press Wire via Reuters

Seguindo tradição, o Papa Leão XIV se encontrará com o clero da diocese de Roma na quinta-feira seguinte à Quarta-Feira de Cinzas, 19 de fevereiro. O encontro será na Sala Paulo VI, às 10h no horário italiano, 6h no Horário de Brasília. Ainda por ocasião da Quaresma, o Pontífice visitará várias comunidades paroquiais da diocese de Roma, uma para cada um dos setores pastorais em que está dividida.

As paróquias são: Santa Maria Regina Pacis em Ostia Lido (Sul), em 15 de fevereiro; Sagrado Coração de Jesus em Castro Pretorio (Centro), em 22 de fevereiro; Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Leste), em 1º de março; Santa Maria da Apresentação (Oeste), em 8 de março; e Sagrado Coração de Jesus em Ponte Mammolo (Norte), em 15 de março.

“Verdadeiras visitas pastorais”

“Serão verdadeiras visitas pastorais”, explica o cardeal vigário Baldo Reina. “Portanto, o Papa Leão XIV se reunirá com os organismos de participação, os animadores pastorais e algumas realidades juvenis. O ponto alto da visita será a celebração eucarística com toda a comunidade paroquial. O Santo Padre inicia as visitas às paróquias da sua diocese, seguindo os passos de seus predecessores, e isso é motivo de grande alegria para todos nós, além de nos permitir aprofundar com nosso bispo os temas do plano pastoral”.

Dom Márcio Negreiros é nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de SP

Bispo agostiniano é bem recebido pela arquidiocese e seus paroquianos

A Diocese de Bragança Paulista celebrou, neste fim de semana, a ordenação episcopal de frei Márcio Antônio Vidal de Negreiros. O novo pastor foi nomeado bispo Auxiliar da arquidiocese de São Paulo pelo Papa Leão XIV em novembro do ano passado.

Reportagem de Malu Sousa e Vailton Justino

 

Frei Márcio tem 58 anos e entrou para a ordem de Santo Agostinho em 1990. Desde então se aprofundou nos estudos sobre juventude, animação vocacional e espiritualidade agostiniana. “Para nós, tanto para mim como toda a família, principalmente pelos meus pais que são vivos, o Adolf e a Antônia, foi um motivo de grande orgulho para nós como para a nossa cidade”, expressou a irmã, Márcia Vidal de Negreiros Ferros. 

A celebração no ginásio esportivo do colégio sagrado coração em Bragança Paulista atraiu fiéis, religiosos e o clero. A celebração foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, com auxílio dos bispos Sérgio Colombo, de Bragança Paulista, e José Domingo Ulloa Mendieta, arcebispo do Panamá. Dom Sérgio agradeceu ao novo bispo por sua atuação na diocese. “Os agostinianos tem colégio, tem paróquia, tem obras sociais aqui, tem muita ligação, muita comunhão comigo, com a nossa igreja diocesana. Então, a nossa alegria é grande, os nossos sentimentos são de gratidão e desejamos que ele realmente faça um grande ministério”, afirmou o bispo de Bragança Paulista(SP), Dom Sérgio Aparecido Colombo.

Sob lema “revestido de sua misericórdia, bondade e humildade”, o Frei Agostiniano recebeu a ordem do episcopado diante de uma multidão de fiéis que veio celebrar sua ordenação e enviá-lo para sua nova missão na Arquidiocese de São Paulo.

“Então, a expectativa de me sentir bem acolhido, mas também poder dar o melhor, para esta igreja que agora vai me receber, para este povo fiel e somar, trabalhar juntos”, contou o recém-ordenado bispo auxiliar de São Paulo. 

“Nós somos hoje aqui testemunhas deste ato. A igreja renasce, a igreja se configura sempre de novo na ordenação de novo bispo. E a igreja assim recebe você, caríssimo frei Márcio, como um dom”, lembrou o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer. 

Dom Márcio de Negreiros tomará posse na Arquidiocese de São Paulo no dia 15 de fevereiro, onde atuará como auxiliar na região episcopal Santana. Ao final da celebração, o novo bispo abençoou os presentes.

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